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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

OCTAVIO PRENTZ

( Argentina )

 

TEXTO EN ESPAÑOL  -  TEXTO EM PORTUGUÊS

 

 

BARATARIA  Revista de Poesia.  Ano 9  Número Triplo 18 – 19 -  20Director   Mario Sampaolesi. Buenos Aires: Fondo Cultura Cultura BA, Junio 2005.    ISSN 1668-1460  
Ex. bibl. Antonio Miranda

 

       Cosas de ángeles y ángelas

1

La noche era propicia,
pleno el cielo, plena la tierra.
¿Qué culpa tienes de haberte aprovechado?

Tu voz me rondaba en los días tristes
y terminé aceptando tu ayuda.

Sólo entonces supe que eras tú
mi ángel de la guarda.

Pero el destino se obstina en seguirme.

Vinieron otras noches más propicias aún
y terminaste tú por reclamar ayuda

Como ves, algo no va.

¿A qué estamos jugando?


2

No era éste tu papel.
Bien le dejaste por tu protegido.

Ahora todo lo confundes,
el día y la noche,
el bien y el mal,
lo hermoso y lo horrible.

Por más que hayas querido explicar
en el cielo nadie te ayuda ni perdona.

Pero tú eres ángel.
¿Qué necesidad tienes de ayudas y perdones?


3

Hay una Ángela que me ronda por días,
(Le descubrí finalmente el sexo,
que se parece a una rosa sin espinas)

Busca mis momentos de debilidad para acercárseme

Se me acerca apenas y desaparece.
¿Puedo no enloquecer?

Pero poco sabemos del comportamiento de las
ángeles.
Esta de rosa sin espinas viene y va, una y otra vez.

y al final se corre de gusto.

También a las ángelas le suceden estas cosas.


4

Este otro me ha visto desesperado,
y con una alegría infinita.
Me han mirado, sin acompañarme,
en ese instante en que la muerte parecía alternativa
o en ese otro donde todo lo darías por tener la vida.

Era bella o bello,
( a esta o este no me fue fácil
descubrirle el sexo),
los ojos hieráticos,
la mirada (es solo un decir) que le toca o no te toca
sin carne ni espíritu,
sin gesto ni palabra,
casi la nada
O la nada.

¿Qué dios monstruoso puede haberme enviado
semejante ángel?

 

 

       5

Este tiene alas múltiples y no sabe estarse quieto.

No lo he visto jamás en casa.

Se me aparece donde menos lo espero,
siempre en otro país o en algún barco o avión
y se instaura entre nosotros una inmediata
complicidad

Un día esas alas múltiples se reducirán
y el mundo será apenas una casa.

Simplemente,
el aprendizaje del fin.

Qué hacer sino crearme un par de alas,

así de grandes.


6

Por orden celestial
te he rondado durante años.
Hasta es posible que me hayas visto.
Lo digo por esos ojos fijos,
tan largamente absortos,
con que pareces haberme mirado.

Te he cuidado en el sueño,
si supieras cuántos dragones he matado
y cuántos aún estoy dispuesto a matar.

¿Me reconocerás algún día?


7

Este sí ronda sin cesar.
Acecha desde el primer respiro,
que siempre puede ser el último.

Y aunque tantas cosas he presentido,
nada sé de él o ella.

Ya me ha quitado algunos seres queridos
segándolos sin piedad
cuándo aún les sobraban futuros.

Es el más misterioso e insondable.
El día que se me revele
ya no podré verlo.

Qué no daría por arrastrarlo
en mi caída.

 

*

 

         TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução de ANTONIO MIRANDA

 

 

      Coisas de ánjos y ângelas

1

A noite era propícia,
pleno o céu, plena a terra.
Que culpa tens por ter aproveitado?

Tua voz me cercava nos dias tristes
e terminei aceitando a tua ajuda.

Somente então soube que eras tu
meu anjo da guarda.

Mas o destino se obstina em seguir-me.

Vieram outras noites ainda mais propícias
e terminaste pedindo ajuda

Como vês, algo não anda.

O que estamos julgando?


2

Não era este o teu papel.
Bem que deixaste por teu protegido.

Agora tudo confundes,
o dia e a noite,
o bem e o mal,
o formoso e o horrível.

Por mais que pretendeste explicar
no céu ninguém te ajuda nem perdoa.

Mas tu és um anjo.
Que necessidade tens de ajudas e perdão?


3

Tem uma Ângela que me ronda por dias,
(Eu descobri finalmente o sexo,
que se parece com uma rosa sem espinhos)

Busca meus momentos de debilidade para   
aproximar-se de mim

Te aproximas apenas e desapareces.
Como não enlouquecer?

Mas pouco sabemos do comportamento dos   
anjos.
Esta de rosa sem espinhos vem e vai, uma e
outra vez

e o final se corre por gosto.

Também às ângelas acontecem estas coisas.


4

Este outro me viu desesperado,
e com uma alegria infinita.
Me observaram, sem acompanhar-me,
nesse instante em que a morte parecia
alternativa                     
ou nesse outro onde darias tudo pela vida.

Era bela ou belo,
(a esta ou este me resultou fácil
descobrir-lhe o sexo),
os olhos hieráticos,
a mirada (apenas um dizer) que lhe toca ou não
te toca
sem carne nem espírito,
sem gesto nem palavra,
quase o nada
Ou o nada.

Que deus monstruoso pode a ver-me enviado
semelhante anjo?

 

 

       5

Este tem asas múltiplas e no sabe ficar quieto.

Não o vi jamais em casa.

Se me aparece onde menos o espero,
sempre em outro país ou em algum navio ou avião
e se instaura entre nós uma imediata
cumplicidade

Um dia essas asas múltiplas vão reduzir-se
e o mundo será apenas uma casa.

Simplesmente,
o aprendizado do fim.

Que fazer senão criar-me um par de asas,

assim de grandes.


6

Por ordem celestial
eu te rondei durante anos.
Até é possível que me hajas visto.
Eu o digo por esses olhos fixos,
tão amplamente absortos,
com que parece haver-me mirado.

Te cuidei no sonho,
se soubesses quantos dragões eu matei
e quantos ainda estou disposto a matar.

Vais me reconhecer algum dia?


7

Este sim ronda sem cessar.
Espreita desde o primeiro respiro,
que sempre pode ser o último.

E embora tantas coisas eu pressenti,
nada sei dele ou dela.

Já descartei alguns seres queridos
descartando-os sem piedade
quando ainda tinham futuro.

É o mais misterioso e insondável.
O dia em que se me revele
já não poderei vê-lo.
Que não daria para arrastrá-lo
em minha queda.

*



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       Página publicada em março de 2023


 

 

 
 
 
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